De acordo com a OMS, cerca de 4,7% da população brasileira sofre com algum tipo de transtornos alimentares. Se olharmos para os jovens entre 15 e 27 anos, o número é ainda mais assustador, pois chega a representar 10%.

Diante disso, é quase impossível não pensar no bem-estar dos nossos jovens e adultos quando o assunto são os transtornos alimentares. Afinal, a cada dia que passa, a exigência por um corpo “perfeito” e dentro do “padrão” é ainda maior, o que incentiva milhões de pessoas a encontrarem “defeitos” em seus próprios corpos (muitos que ainda nem se desenvolveram).

Dessa forma, é importante ficar atento. Algum jovem neste exato momento está procurando ajuda, dando todos os sinais de que algo não está bem e nosso trabalho é observar para poder ajudar.

O que são transtornos alimentares?

Os Transtornos Alimentares são distúrbios no padrão alimentar das pessoas, o que pode levar ao emagrecimento extremo, como nos casos de caquexia – devido à queda brusca na ingestão de alimentos, à obesidade, como nos casos em que a ingestão de alimentos é desenfreada, gerando aumento de peso e até mesmo outros problemas físicos.

Dentre os principais tipos de Transtornos Alimentares estão a anorexia nervosa e a bulimia nervosa, compulsão alimentar e diversos outros problemas. Todos são caracterizados pelo descontrole para mais ou para menos nas alimentações diárias.

Tais transtornos têm em comum características como uma intensa preocupação com o peso e o medo excessivo de engordar, uma percepção distorcida da forma corporal, e a autoavaliação baseada no peso e na forma física de outras pessoas.

Causas mais comuns de transtornos alimentares

Os especialistas afirmam que, normalmente, os transtornos alimentares estão associados aos aspectos socioculturais, mesmo sem ignorar os fatores biológicos, psicológicos e familiares.

A pressão social por se manter magro não deve ser usada apenas para atender à um padrão estético, mas, o que acontece é o contrário.

Pessoas estão sofrendo com o tipo de imagem que são obrigadas a seguir para que se adequem a uma sociedade visivelmente estereotipada. Além disso, existe a presença da baixa-autoestima, o que torna uma pessoa com maiores propensões à desenvolver um quadro de transtornos alimentares.

Além disso, existem os fatores biológicos que influenciam diretamente no controle dos impulsos de um indivíduo. Assim, acredita-se que o neurotransmissor chamado serotonina pode afetar o apetite de alguém, assim como o humor e os impulsos.

Pesquisas apontam que os transtornos alimentares podem alterar o nível de serotonina no cérebro, além da maneira que o sistema nervoso projeta informações para o resto do corpo sobre a fome. Infelizmente, as mulheres são as maiores vítimas dos transtornos alimentares, normalmente por conta de depressão ou ansiedade.

Como identificar os transtornos alimentares?

Os aspectos emocionais influenciam muito a ingestão dos alimentos e muitos transtornos alimentares possuem um componente psicológico envolvido. Com isso, tanto o ato de comer impulsivamente quanto a recusa deliberada de comer são reflexos psicológicos que normalmente estão associados à forma como o indivíduo se relaciona e enxerga o próprio corpo.

Nestes casos o alimento representa sensações de prazer e recompensa, além da sensação de fuga proporcionada pela sua ingestão diante de sentimentos de ansiedade ou tristeza.

A ingestão incorreta e desenfreada de alimentos pode ser resultado de necessidades fisiológicas ou homeostáticas, mas também pode ser psicológica ou hedônica. Dessa forma, pode ser motivada por algum alimento específico (normalmente os ricos em açúcares e gorduras).

A ingestão de alimentos pelo prazer associado ao ato de comer, pode ocorrer de forma a exceder as necessidades fisiológicas. Sendo assim, é preciso ficar atento aos sinais que estão relacionados à alimentação das pessoas:

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