Notícias falsas causam raiva, desconfiança, ansiedade e até mesmo sintomas depressivos nos leitores.

Apesar de voltarem à discussão em época de pandemia, as fake news podem acontecer em qualquer área e não são, propriamente, um tema novo. Hoje em dia, termos muitos conteúdos não significa que os mesmos sejam verdadeiros e de qualidade. Por isso, a ciência psicológica já alertou para os perigos das fake news na saúde mental. Uma vez que as fake news têm como objetivo final manipular a opinião pública, provocam uma resposta emocional no leitor e, por isso, podem ocasionar sentimentos de raiva, desconfiança, ansiedade e mesmo sintomas depressivos, distorcendo a percepção da realidade. 

O constante consumo de notícias, sobretudo quando publicados em fontes menos seguras, se torna um importante fator de preocupação. Por sua vez, reconhecer ou perceber as fake news como informação falsa pode também causar sentimentos de raiva e frustração, especialmente se o leitor se sentir impotente diante das circunstâncias apresentadas pelo tema. É certo que o fato dos estímulos individuais variarem de pessoa para pessoa interfere na intensidade com que as consequências podem ser sentidas e manifestadas.

Com tanta desinformação a ser publicada como verdade, o autor Steven Stosny avançou com o termo perturbação do stresse do título da notícia (“headline stress disorder”). Ou seja, para muitas pessoas, os alertas contínuos de fontes noticiosas, particularmente menos credíveis, como blogs, resultam em sentimentos negativos como ansiedade, desespero e tristeza. Neste sentido, verificou-se que as fake news relativas a questões de saúde, como sucede na pandemia, constituem uma ameaça para a saúde pública, razão pela qual o crescimento explosivo da partilha de fake news requer uma ampla investigação.

Fonte: sicnoticias.pt

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