Pesquisadores da Faculdade de Farmácia e do Instituto de Ciências Básicas da Saúde (ICBS) da UFRGS e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre identificaram alterações moleculares em pacientes de Covid-19 associadas a doenças neuropsiquiátricas.

De acordo com o estudo, pessoas contaminadas pelo novo coronavírus podem ter maior risco para desenvolver alcoolismo, autismo, depressão, distúrbios do sono, esquizofrenia, síndrome do pânico e transtorno bipolar.

“Pessoas que tenham esses quadros, previamente, obviamente que podem, segundo nossos dados, ter um agravamento potencial, porque a infecção altera a fisiologia molecular de forma similar”, explica o professor da Faculdade de Farmácia da UFRGS Walter Beys da Silva.

Outros estudos apontam que esses problemas podem ser causados por circuntâncias emocionais. E este mostra que pode não ser apenas isso. E sim, também, questões químicas.

“Os fatores psicossociais da pandemia já fazem uma pressão para o agravamento e desencadear desses quadros. Por exemplo, na pandemia já foi mostrado aumento de agressividade em grupos de crianças autistas, mudanças comportamentais em pessoas com distúrbios neurológicos, quadros de alteraçoes psicológicas em profissionais de saúde, etc” destaca o professor da UFRGS, que conclui: “Na verdade o risco de agravamento ou desencadeamento pode ser por ambas as vias, molecular e psicossocial”.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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